Aveias Forrageiras como opções de inverno para a produção de leite no grupo ABC

19/05/2022 - Atualizado há 1 mês


As aveias forrageiras são gramíneas anuais de grande valor para a pecuária no grupo ABC, sendo uma das principais espécies de inverno cultivadas. Estima-se que a área semeada na região do grupo em 2022 será de 20,02 mil ha (SIGMA, 2022).

Na atualidade, o setor de Forragens & Grãos da Fundação ABC é membro da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia (CBPA), vem realizando ensaios com as principais cultivares nacionais de aveias forrageiras há mais de 15 anos. Portanto, ao longo dos anos as espécies de aveias foram melhoradas geneticamente para produção de forragem.

Quais as principais vantagens do uso de Aveias Forrageiras?

– Adaptação edafoclimática no outono e inverno;
– Boa produção de massa seca;
– Boa rusticidade (tolerância às doenças e ao déficit hídrico);
– Boa tolerância ao pisoteio;
– Alta palatabilidade;
– Alta qualidade nutricional (alto teor de proteína bruta e digestibilidade);
– Alta produção de leite e carne no inverno.

Ensaios de aveias forrageiras no grupo ABC

As aveias forrageiras do grupo ABC são aveia branca (Avena sativa) e aveia preta (Avena strigosa), no entanto, algumas cultivares de aveias tem aptidão como graníferas.
As características principais que diferem aveias forrageiras das graníferas são:

As características principais que diferem aveias forrageiras das graníferas são:

Na pecuária as aveias forrageiras prevalecem como fonte de proteína e amido nas dietas para alimentação das vacas leiteiras entre as diversas possibilidades de uso como o Pastejo (PAS), Silagem Pré-Secada (SPS), Silagem de Planta Inteira (SPI), Feno e Silagem de Grão Úmido (SGU) que podem ser exploradas. 

Pastejo (PAS)

O pastejo é uma das formas mais econômicas de utilização das forrageiras. A quantidade e a qualidade disponíveis de aveia são fatores determinantes da produção de leite ou carne por hectare. Para o pastejo de aveias forrageiras é indicado a entrada dos animais quando a pastagem atinge de 25 a 30 cm de altura e saída com 10 cm de resíduo. É importante deixar resteva para ajudar no rebrote e diminuir o intervalo entre cortes ou pastejos.

 

Silagem Pré-Secada (SPS)

Os elevados teores de proteína bruta (até 22%) torna a aveia uma opção interessante para produção de silagem pré-secada. É recomendado realizar o corte no estádio de emborrachamento das plantas (antes da emergência da panícula), quando há o melhor equilíbrio entre produção de massa e qualidade nutricional (Figura 1).

Após o corte, deixa-se a planta secar no campo até atingir o teor de matéria seca adequado para ensilagem de 30 a 45%. Esse processo de secagem ao sol pode levar de 6 a 48 horas, dependendo do volume de massa e das condições climáticas. O revolvimento da forragem pode ser necessário para acelerar e uniformizar o processo de secagem.

Após atingir o teor de matéria seca adequado, a forragem é recolhida e picada com colhedoras de forragem e transportada até o silo, onde será compactada e vedada com lona ou ensilada em bolas para ocorrer a fermentação.

Silagem de planta inteira (SPI)

A aveia também pode servir como fonte de fibra e energia nas dietas para ruminantes. Neste caso, é sugerido utilizar aveias graníferas e realizar o corte das plantas no estádio de grão massa, com matéria seca entre 30 e 40% (Figura 2). Esse sistema permite o corte direto, sem necessidade de secagem a campo. Essa silagem terá menor teor de proteína bruta (8 a 10%), no entanto, melhor valor energético devido à presença dos grãos.

Feno

Esta é uma técnica de conservação que consiste em reduzir o teor de água da aveia para aproximadamente 15 a 20%. Para a desidratação natural a campo, dependendo do volume de massa e condições climáticas, são necessários de 2 a 4 dias para atingir o grau de umidade adequado.

O corte deve ser realizado no pleno florescimento (mais de 50% das panículas emitidas). Neste estádio, pode-se conseguir de cinco a dez toneladas de matéria seca por hectare, com teores de proteína bruta de 10 a 13%.

Silagem de grão úmido (SGU)

As aveias sugeridas para silagem de grão úmido são graníferas. A colheita ocorre na fase de grão massa dura, com teor de umidade dos grãos entre 30 e 35%. O processo de ensilagem consiste na colheita com colhedora de grãos, transporte, moagem, compactação e vedação do silo.

Cultivares indicadas

Com base nos ensaios internos realizados ao longo dos anos pelo setor de Forragens & Grãos da Fundação ABC, as principais cultivares forrageiras anuais sugeridas de acordo com o propósito e região estão disponíveis no abcBook e caso tenham dúvidas a respeito deste assunto não deixe de entrar em contato

 

Evandro Henrique G. Maschietto
Mauricio Mega Celano
Forragens & Grãos 

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